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Nutrição para Crianças e Famílias

Ferro, Zinco e Vitamina D em Crianças: O Que os Pais Devem Saber

Por Dr. Thiago Cavalcante, NMD5 min de leituraPublicado Atualizado

Revisão médica: Dr. Thiago Cavalcante, NMD Como revisamos

Revisão da tradução: Dr. Thiago Cavalcante, NMD

Uma menina apoiada na bancada da cozinha atrás de tigelas com espinafre, feijões, couve, salmão, iogurte, queijo, cítricos e leite

A resposta curta

Ferro, zinco e vitamina D apoiam o crescimento, a energia, o aprendizado e a função imunológica. A maioria das crianças com mais de um ano obtém ferro e zinco suficientes de uma alimentação variada; a vitamina D é a que mais costuma ser recomendada como suplemento. Bebês amamentados, crianças muito seletivas na alimentação, crianças com dietas restritivas ou veganas e crianças com algumas condições de saúde são as exceções que valem uma conversa com o pediatra. Mais não é melhor: ferro e zinco fazem mal em excesso.

Ferro

O ferro transporta oxigênio no sangue e apoia o desenvolvimento do cérebro. A deficiência de ferro na primeira infância pode afetar o desenvolvimento mesmo antes de causar anemia; por isso a AAP recomenda o rastreamento de anemia por volta dos 12 meses (Baker & Greer, 2010).

  • Quanto: 11 mg por dia de 7 a 12 meses, 7 mg de 1 a 3 anos, 10 mg de 4 a 8 anos e 8 mg de 9 a 13 anos (Escritório de Suplementos Alimentares do NIH).
  • Melhores fontes: carne vermelha, frango e peixe, que fornecem a forma mais bem absorvida, além de feijão, lentilha, tofu e cereais fortificados com ferro. Combinar as fontes vegetais com alimentos ricos em vitamina C — frutas cítricas, tomate, pimentão, morango — melhora a absorção.
  • Atenção a: grandes quantidades de leite de vaca, que tem pouco ferro e pode tomar o lugar de alimentos ricos em ferro nas crianças pequenas; menstruação intensa nas adolescentes; e dietas vegetarianas sem planejamento.
  • Suplementos: a AAP recomenda ferro para bebês em aleitamento materno exclusivo a partir de cerca de quatro meses, até que os alimentos ricos em ferro estejam estabelecidos (Baker & Greer, 2010). Nos demais casos, suplemente apenas quando uma deficiência for confirmada, e repita os exames depois.

Zinco

O zinco apoia o crescimento, a cicatrização, o paladar e a função imunológica.

  • Quanto: 3 mg por dia dos 7 meses aos 3 anos, 5 mg de 4 a 8 anos e 8 mg de 9 a 13 anos (Escritório de Suplementos Alimentares do NIH).
  • Melhores fontes: carne, frango e frutos do mar, feijão, castanhas, grãos integrais e laticínios. O zinco dos alimentos de origem vegetal é menos absorvido, por isso crianças vegetarianas podem precisar de mais atenção.
  • Sinais de que pode estar baixo: crescimento lento, pouco apetite e infecções frequentes — nenhum deles específico; por isso, a revisão da alimentação e os exames vêm antes dos suplementos.
  • Em excesso: o limite superior é de 7 mg por dia de 1 a 3 anos e de 12 mg de 4 a 8 anos, e o excesso prolongado pode causar deficiência de cobre (Escritório de Suplementos Alimentares do NIH). Antes de acrescentar mais, verifique quanto zinco a criança já recebe de multivitamínicos e alimentos fortificados.

Vitamina D

A vitamina D ajuda o corpo a absorver o cálcio para ter ossos fortes; a deficiência grave causa raquitismo. Poucos alimentos contêm muita vitamina D, e a exposição ao sol varia e traz risco de câncer de pele; por isso a AAP recomenda pelo menos 400 UI por dia para bebês, crianças e adolescentes (Wagner & Greer, 2008).

  • Bebês: os que recebem leite materno, de forma exclusiva ou parcial, precisam de um suplemento de 400 UI desde logo após o nascimento; os alimentados com fórmula precisam se tomarem menos de cerca de 32 oz (cerca de 1 litro) de fórmula por dia.
  • Crianças maiores: leite fortificado ou alternativas, ovo e peixes gordurosos ajudam, mas muitas crianças ainda recebem menos de 400 UI só com a alimentação.
  • O sol do Arizona não é garantia: protetor solar, roupas, pele mais escura e tempo em ambientes fechados reduzem a vitamina D que a pele produz. Exames de rotina geralmente não são necessários em crianças saudáveis; pergunte sobre eles se seu filho tiver dor nos ossos, crescimento lento, uma condição que afete a absorção ou muito pouco tempo ao ar livre.

Por que mais não é melhor

O ferro é um dos medicamentos mais perigosos para uma criança pequena engolir por acidente. Entre 1983 e 1991, o ferro causou mais de 30% das mortes de crianças por ingestão acidental de medicamentos nos Estados Unidos (Manoguerra et al., 2005). Guarde o ferro e os multivitamínicos com ferro trancados, em embalagens à prova de crianças, e nunca os chame de bala. Se seu filho engolir comprimidos de ferro, ligue imediatamente para o Centro de Controle de Intoxicações (Poison Control) no 1-800-222-1222.

Quando ligar para o pediatra

  • Pele pálida, cansaço ou irritabilidade fora do normal, ou vontade de comer coisas que não são alimento, como gelo ou terra
  • Crescimento lento ou perda de peso
  • Dor nos ossos, pernas arqueadas ou atraso para andar
  • Uma alimentação que deixa de fora grupos alimentares inteiros — por exemplo, uma dieta vegana ou várias alergias alimentares
  • Qualquer ingestão acidental de ferro ou vitaminas (ligue primeiro para o Poison Control)

Como uma consulta naturopática pode ajudar

Revisamos o que seu filho realmente come em uma semana típica, estimamos onde provavelmente estão as carências e pedimos exames apenas quando eles mudariam o plano — por exemplo, a ferritina quando há suspeita de deficiência de ferro. Quando um suplemento é necessário, escolhemos a forma e a dose adequadas à idade e ao peso da criança, definimos quando reavaliar e evitamos combinar produtos com o mesmo nutriente. Trabalhamos em conjunto com o seu pediatra, especialmente quando há preocupação com anemia ou crescimento.

Conclusões práticas

  • Vitamina D: 400 UI por dia para bebês amamentados desde logo após o nascimento, e para crianças maiores que não obtêm o suficiente da alimentação.
  • Ferro: alimentos ricos em ferro a partir dos seis meses; suplemento para bebês amamentados a partir de cerca de quatro meses e, nos demais casos, só quando uma deficiência for confirmada.
  • Zinco: primeiro a comida, e confira os rótulos antes de acrescentar um suplemento.
  • Mantenha ferro e vitaminas trancados — uma superdosagem acidental de ferro é perigosa.

Referências de pesquisa

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