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Resiliência Imunológica

Otites de Repetição: Uma Perspectiva Naturopática

Por Dr. Thiago Cavalcante, NMD5 min de leituraPublicado Atualizado

Revisão médica: Dr. Thiago Cavalcante, NMD Como revisamos

Revisão da tradução: Dr. Thiago Cavalcante, NMD

Um pai abraça a filha pequena no sofá, com a mão sobre a orelha dela enquanto ela segura um coelho de pelúcia

A resposta curta

As infecções de ouvido estão entre as doenças mais comuns da infância, e algumas crianças as têm de novo e de novo, especialmente nos primeiros dois ou três anos. A maioria melhora com o tempo, alívio da dor e, quando necessário, antibióticos. A prevenção se apoia no que tem evidência: vacinas, ar sem fumaça, amamentação nos primeiros meses e bons hábitos na alimentação. Crianças com infecções frequentes, ou com líquido atrás do tímpano que não desaparece, devem fazer avaliação da audição e podem ser candidatas a tubos de ventilação.

Por que crianças pequenas são mais propensas

A tuba auditiva, que drena e ventila o ouvido médio, é mais curta e mais horizontal nas crianças pequenas. Durante um resfriado, líquido e germes podem ficar presos atrás do tímpano. Creche, exposição à fumaça do cigarro, alimentar o bebê deitado e o uso frequente de chupeta estão associados a mais infecções.

Infecção ou líquido?

Duas condições relacionadas costumam ser confundidas. A infecção aguda do ouvido (otite média aguda) causa dor de ouvido, muitas vezes febre, e um tímpano vermelho e abaulado. O líquido atrás do tímpano sem infecção ativa (otite média com efusão) geralmente não dói, mas pode abafar a audição por semanas. A diferença importa, porque o tratamento é diferente (Lieberthal et al., 2013; Rosenfeld et al., 2022).

O que as diretrizes recomendam

  • Alívio da dor, sempre. Otite dói. Um analgésico adequado à idade é recomendado, com ou sem antibiótico (Lieberthal et al., 2013).
  • Antibiótico ou observação. Antibióticos são recomendados para infecções graves — dor de ouvido moderada ou intensa, dor por 48 horas ou mais, ou temperatura de 39 °C (102,2 °F) ou mais — e para crianças com menos de dois anos com infecção nos dois ouvidos. Nas infecções mais leves — um ouvido em crianças de 6 a 23 meses, ou um ou os dois ouvidos a partir dos dois anos —, a observação atenta por 48 a 72 horas é uma opção, começando o antibiótico se a criança não melhorar (Lieberthal et al., 2013). Bebês com menos de seis meses com possível infecção de ouvido devem sempre ser examinados.
  • Tubos de ventilação. Nas infecções recorrentes, os tubos são indicados quando há líquido no ouvido médio no momento da avaliação; não são recomendados quando os ouvidos estão normais entre uma infecção e outra. Líquido que dura três meses ou mais deve levar a um exame de audição (Rosenfeld et al., 2022).

Prevenção com evidência

  • Vacinas. A vacina pneumocócica e a vacina anual contra a gripe são recomendadas, em parte, porque reduzem as infecções de ouvido (Lieberthal et al., 2013).
  • Ar sem fumaça, em casa e no carro.
  • Amamentação por pelo menos seis meses está associada a menos infecções de ouvido (Lieberthal et al., 2013).
  • Posição para alimentar. Não deixe a mamadeira apoiada nem alimente o bebê deitado.
  • O xilitol, um poliol presente em algumas gomas de mascar e xaropes, reduziu as infecções de ouvido em crianças saudáveis que frequentavam creches, segundo uma revisão Cochrane com evidência de qualidade moderada. Ele precisa ser dado várias vezes ao dia, e a goma de mascar é um risco de engasgo para crianças pequenas (Azarpazhooh et al., 2016). Converse antes de experimentar.

Uma observação sobre gotas e remédios caseiros

Nunca coloque gotas, óleos ou qualquer outra coisa em um ouvido que tenha tubos, que esteja escorrendo secreção ou que possa ter o tímpano perfurado, a não ser que seu médico tenha prescrito. Compressa morna e analgésico são medidas de conforto seguras.

Quando ligar para o pediatra

  • Dor de ouvido com temperatura de 39 °C (102,2 °F) ou mais, ou dor que dura mais de 48 horas
  • Possível infecção de ouvido em bebê com menos de seis meses
  • Líquido ou pus saindo do ouvido
  • Inchaço, vermelhidão ou dor atrás da orelha, ou uma orelha empurrada para fora
  • Rigidez na nuca, dor de cabeça forte, sonolência fora do normal ou fraqueza no rosto
  • Preocupações com a audição ou a fala, ou problemas de ouvido que voltam sempre

Como uma consulta naturopática pode ajudar

O Dr. Cavalcante se formou como médico no Brasil, com formação de especialidade em otorrinolaringologia — a medicina do ouvido, nariz e garganta —, antes de sua formação naturopática, e por isso os ouvidos recebem um olhar cuidadoso. Revisamos o padrão das infecções e tudo o que está ao redor: creche, exposição à fumaça, alergias e congestão nasal, refluxo, sono e ronco, hábitos de alimentação e dieta. Apoiamos as medidas de prevenção que têm evidência, acompanhamos as famílias durante a observação com orientações claras sobre quando voltar e trabalhamos em conjunto com o seu pediatra e com um cirurgião otorrinolaringologista quando a audição, a fala ou os tubos de ventilação estão em jogo.

Conclusões práticas

  • Alívio da dor sempre; antibiótico para infecções graves, observação para algumas mais leves.
  • Líquido que dura três meses ou mais precisa de exame de audição.
  • Os tubos ajudam nas infecções recorrentes quando há líquido — não quando os ouvidos estão normais entre os episódios.
  • Vacinas, ar sem fumaça e amamentação são a prevenção com melhor respaldo.
  • Nada entra em um ouvido com tubos ou secreção, a não ser que seja prescrito.

Referências de pesquisa

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